O Tratado, que punha fim oficialmente a I Guerra, pretendia
devolver a paz à Europa e ao mesmo tempo, eliminar o potencial bélico e
industrial alemão, mas criou uma nova realidade marcada pela postura
imperialista dos vencedores e pelo fortalecimento do sentimento nacionalista e
de vingança na Alemanha.
A Alemanha foi
obrigada a entregar todo seu equipamento bélico, foi obrigado a pagar
pesada indenização não somente aos países que haviam sido invadidos, mas também
aos EUA, Inglaterra e algumas de suas colônias, fortalecendo o imperialismo
britânico.
O nacionalismo exacerbado que tomou conta de vários países da
Europa após a Primeira Guerra, foi uma reação à nova ordem geopolítica imposta
pelos Tratados do pós Guerra, principalmente pelo Tratado de Versalhes, que
teve efeitos diretos sobre a Alemanha e indiretos sobre a Itália. No
quadro do imperialismo desenvolvido desde o século XIX, o papel das colônias
era visto como fundamental para o desenvolvimento das grandes potências.
O nazismo passou a se aproveitar das divisões internas dos
grupos que apoiavam o governo e do caos econômico. Hitler começou a conquistar
o apoio do povo alemão defendendo uma política de força como solução para os
grandes problemas alemães. Sua propaganda era extremamente nacionalista e
xenófoba, dirigida contra o comunismo e contra os judeus.
Podemos considerar que a principal causa que originou a
Segunda Guerra Mundial (1935-1945) foi a ideia de Hitler de expandir os
domínios territoriais da Alemanha e ampliar, desta forma, a obtenção de poder e
recursos materiais (principalmente matérias-primas). Estes objetivos seriam
conquistados, de acordo com as intenções nazistas, através da guerra. Estes
objetivos militaristas e expansionistas também se faziam presentes, no final da
década de 1930, na Itália fascista de Mussolini e no Japão.
O sentimento revanchista na Alemanha nazista com relação a
derrota na Primeira Guerra Mundial. Hitler pretendia desrespeitar o Tratado de
Versalhes e reconquistar território perdidos na Primeira Guerra.